20 March 2009
O Significado Mais Profundo sobre o Papel Higiênico
Então, vamos analisar o papel higiênico mais a fundo, vamos? Qual seria o significado do papel higiênico?
Bom, como muitos de vocês podem dizer, o fato de ter papel higiênico em casa é algo que demonstra o quão bem financeiramente você está indo. Em primeiro lugar, você tem dinheiro para comprar algo que simplesmente será jogado na privada e irá embora com a descarga. Em segundo lugar, se você realmente necessita de papel higiênico, você certamente come adequadamente.
É algo meio bobo, meio simplório, não? Mas certamente faz mudar a nossa perspectiva. Quem sabe, agora, isso não faria você prestar mais atenção a coisas, antes, inconsequentes.
Talvez você tenha que ter vivido os dois lados da vida (com grana/sem grana) para que isso tenha algum significado. Talvez não. Eu acredito que poderíamos agradecer mais, e refletir sobre estas pequenas coisas em nossa vida. Coisas que poderíam ser totalmente inconsequentes, mas no final, com um significado tão grande...São estas coisas pequenas que com o passar de um, cinco, dez anos tem um significado grande no balanço final, não?
Pois é. Será que há outras coisas pequenas acontecendo em nossa vida, a qual poderíamos analizar sobre uma diferente perspectiva?
27 February 2009
Crianças que Mordem (e como!!)
Respostas do Expert
Penelope Leach, psicóloga infantil
Sem dúvida, o ato de morder é o tipo de conduta a qual os pais mais têm medo e receio. Jogar objetos, ou até mesmo chutá-los pode ser perigoso, mas a mordida não só machuca a carne, mas os nossos sentimentos também, aterrorizando pequenas vítimas ou enfurecendo as maiores. Não é muito difícil verificar o porque pequenos mordedores são expulsos de creches, pré- escolas e grupos de brincadeiras, fazendo com que seus pais se sintam os piores seres deste mundo.
É totalmente compreensivel que quando o seu filho enterra os dentes na sua - ou pior, na carne de outra pessoa, o "morda ele de volta" parece uma boa e lógica pedida. Infelizmente, não é.
Dentes (e "garras") são armas naturais para jovens mamíferos, então, é normal que o primeiro instinto das crianças é usá-los quando se sentem ameaçados ou quando precisam de algo. Eles não entendem porque morder (beliscar e puxar cabelos) é proibido, ou seja, totalmente errado. Então, quando eles mordem, mesmo que seja de brincadeira e não com muita força, é importante informar de maneira clara e imediata que isso é totalmente inaceitável.
Se os beijos tornam-se mordiscadas agressivas, seria interessante removê-lo do seu colo com um "Não Morda" bem firme. Ele ainda é muito novo para uma longa explicação sobre o pq morder é feio. É suficiente apenas dizer que ele não deve morder. Ponto.
Tenha a certeza de não recompensar o seu bebê/criança por morder você de maneira inadvertida. As marcas dos dentes, com certeza, chamarão a sua atenção, mas não o pegue no colo - mesmo que seja para repreendê-lo. Se o seu filho morder outra criança, foque toda a sua atenção na criança que sofreu a mordida - mordedores, quando recebem atenção mesmo que negativamente, tendem a repetir a ação.
Enquanto é importante dizer firmemente ao seu filho que morder não é aceitável, castigá-lo por isso não é muito eficaz no intuíto de fazê-lo parar. Medidas punitivas, na maioria das vezes tem o efeito contrário, tornando-a mais agressiva, brava e hiperestimulada. E mesmo que os pais sejam frequentemente aconselhados a morder a criança de volta, "para mostrar o que se sente" quando isso acontece, essa não é a melhor saíde, e ainda por cima é dolorosa para a criança.
Uma criança desta idade não é capaz de colocar-se na posição da outra pessoa, então é inútil tentar mostrar para ela que o que ela fez é feio e doloroso fazendo o mesmo com ela.
O ato de morder deve ser interrompido, mas não desça ao nível da criança. Atos agressivos só findarão quando os pais tomarem uma atitude para que isto aconteça. Então, imediatamente:
Baby Center
http://www.babycenter.com/404_my-child-bites-should-i-bite-him-back_69171.bc
08 January 2009
Desmame: Fatos e Mitos
Elsa Regina Justo Giugliani*
http://www.mulheresdepeito.blogger.com.br/2006_09_01_archive.html
O homem é o único mamífero em que o desmame (aqui definido como a cessação do aleitamento materno) não é primariamente determinado por fatores genéticos e instinto, sendo fortemente influenciado por fatores sócioculturais. Hoje, ao contrário do que ocorreu por pelo menos dois milhões de anos, ao longo da evolução da espécie humana, a mulher opta (ou não) pela amamentação e, influenciada por múltiplos fatores, decide por quanto tempo vai (ou pode) amamentar.
Muitas vezes, as preferências culturais (não amamentação, introdução precoce de outros alimentos na dieta da criança, amamentação de curta duração) entram em conflito com a expectativa da espécie. Algumas conseqüências dessa divergência já puderam ser observadas, como desnutrição e alta mortalidade infantis, sobretudo em áreas menos desenvolvidas. Porém, as conseqüências a longo prazo ainda não são totalmente conhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com a rapidez com que podem ocorrer mudanças de hábitos.
Começam a ser mostradas evidências de que o não amamentar segundo as expectativas da espécie pode ter repercussões negativas ao longo da vida dos indivíduos. Assim, a não-amamentação ou amamentação sub-ótima podem favorecer o aparecimento de doenças alérgicas, diversas doenças do sistema imunológico, alguns tipos de cânceres, obesidade, diabete e doenças cardiovasculares, além de interferir negativamente no desenvolvimento oro-facial.
Provavelmente, com o aparecimento de novas pesquisas nessa área, outros males serão relacionados com os hábitos "modernos" de alimentação infantil, mas alguns aspectos dificilmente podem ser quantificados, especialmente os relacionados com a psique humana.
Atualmente, em especial nas sociedades ocidentais, a amamentação é vista primordialmente como uma forma de alimentar a criança, sob o controle total dos adultos. Assim, perdeu-se a percepção da amamentação como um processo mais amplo, complexo, envolvendo intimamente duas pessoas e com repercussão na saúde física e no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de repercussões para a saúde física e psíquica da mãe.
Hoje, em muitas culturas "modernas", a amamentação prolongada (cujo conceito varia de acordo com a "convenção" da época e do local) freqüentemente é vista como um distúrbio inter-relacional entre mãe e bebê.
Quadro 1 - Sinais sugestivos de que a criança está madura para o desmame mãe e bebê.:
* Idade maior que um ano.
* Menos interesse nas mamadas.
* Aceita variedade de outros alimentos.
* É segura na sua relação com a mãe.
* Aceita outras formas de consolo.
* Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais.
* As vezes dorme sem mamar no peito.
* Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar.
* As vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a m e ao invés de mamar.
Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo, que faz parte da evolução da mulher como mãe, e do desenvolvimento da criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal.
Em harmonia com esta linha de pensamento, Dr. William Sears, um antigo pediatra, recomendava: "Não limite a duração da amamentação a um período pré-determinado. Siga os sinais do bebê. A vida é uma série de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento emocional".
Essas palavras sábias podem ter pouco respaldo em sociedades individualistas, que tendem a acelerar o processo de independência do ser humano, substituindo o seio por métodos de auto-consolo como chupetas, paninhos, mantinhas, ursinhos, etc. Segundo diversas teorias, o período natural de amamentação para a espécie humana seria de 2,5 a sete anos. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Apesar dessa recomendação, poucas mulheres no Brasil amamentam por mais de dois anos.
As razões para a não amamentação prolongada variam desde dificuldade em conciliar a amamentação com outras atividades, até a crença de que aleitamento materno além do primeiro ano é danoso para a criança sob o ponto-de-vista psicológico. Uma parcela de mães, apesar de demonstrar desejo em continuar a amamentação, sente-se pressionada a desmamar por profissionais de saúde, seus maridos, parentes, vizinhos e amigos.
Para a manutenção do paradigma que sustenta a afirmação de que amamentação prolongada não é natural, foi necessário criar vários mitos, tais como o de que uma criança jamais desmama por si própria, que a amamentação prolongada é um sinal de problema sexual ou necessidade materna e não da criança, e que a criança que mama fica muito dependente.
Algumas mães, de fato, desmamam para promover a independência da criança. No entanto, é importante lembrar que o desmame provavelmente não vai mudar a personalidade da criança. Além disso, o desmame forçado pode gerar insegurança na criança, o que dificulta o processo de independização (independência).
O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal. No desmame natural a criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano.
Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui). A mãe também participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade.
O Quadro 1 apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar pronta para iniciar o desmame. É importante que a mãe não confunda o auto-desmame natural com a chamada "greve de amamentação" do bebê. Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.
No Quadro 2, o desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais. Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e ajudá-la nesse processo.
O Quadro 3 apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê para o desmame. A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo uma festa. A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção. A participação do pai no processo, sempre que possível, é importante.
A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar. Algumas vezes, o desmame forçado gera tanta ansiedade na mãe e no bebê, que é preferível adiar um pouco mais o processo, se possível. A mãe pode, também, optar por restringir as mamadas a certos horários e locais.
Quadro 3 - Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores
Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar.
Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança.
Flexibilidade, pois o curso é imprevisível. Paciência (dar tempo à criança) e compreensão.
Suporte e atenção adicionais à criança – mãe não deve se afastar neste período.
Ausência de outras mudanças ocorrendo, como, por exemplo, controle dos esfíncteres. Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a cada 1-2 semanas.
As mulheres devem estar preparadas para as mudanças físicas e emocionais que o desmame pode desencadear, tais como: mudança de tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos, tais como alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento.
Já se avançou muito na valorização do aleitamento materno nos últimos tempos. A recomendação da duração da amamentação passou de 10 meses na década de 30 para dois anos, ou mais, nos dias de hoje. Atualmente, fala-se em desmame natural como a forma ideal de desmame, sem especificar uma idade mínima ou máxima para que esse processo ocorra.
Apesar desse avanço, ainda estamos longe de encararmos o desmame como um marco do desenvolvimento da criança. Para chegarmos a este estágio, faz-se necessário entender e enfrentar as circunstâncias que, segundo Souza e Almeida, "ultrapassam a natureza e desafiam a cultura e a sociedade".
Quadro 2 - Vantagens do desmame natural
Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança. Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame. Fortalece a relação mãe-filho. Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho.
22 October 2008
Como é produzido o leite materno?
A preparação do corpo feminino para uma boa lactação começa bem antes de o bebê nascer. Ainda durante a gravidez, em função dos hormônios (estrógeno e progesterona) secretados pela placenta, os seios ficam bem maiores (cada um pode pesar até 650 gramas!) e mais sensíveis. Eles também ganham mais gordura e os vasos sangüíneos se dilatam. Tudo à espera do bebê que virá. As aréolas (círculos da pele ao redor do mamilo) tornam-se escurecidas e, ao seu redor, surgem pequenos caroços. Sua função é secretar uma substância oleosa que limpa, lubrifica e protege o mamilo de infecções durante a amamentação.
O pediatra lembra ainda que o peito da mãe não é um depósito de leite, que se esvazia a cada mamada. "Ele mais lembra uma fábrica, que trabalha por demanda. Quanto mais o bebê mama, mais leite a mãe produz. É como um fast food: leitinho fresco, feito na hora. Só que bem mais saudável", compara Marcus Renato. Para o bebê, o leite materno dado de forma exclusiva (sem água, chás ou vitaminas) é extremamente importante em seus primeiros meses de vida. Ele tem tudo de que o recém-nascido necessita. Tem muita água (87% de sua composição), é rico em gordura, sais minerais e vitaminas, além de outras substâncias essenciais que protegem a recém-nascido contra doenças.
Como o leite de peito é produzido segundo a demanda, a mãe que "fabricar" mais leite do que seu "bezerrinho" pode mamar, ainda tem a chance de praticar uma boa ação: doar o excedente a um Banco de Leite Humano.
FAST FOOD DO BEM
Hormônios e fatores emocionais se unem na produção do leitinho do bebê
Durante a gestação, os hormônios estrógeno e progesterona, que tomam conta da mãe quando ela engravida, preparam seu seio para a amamentação. A produção do leite, no entanto, só tem início após o parto, quando a glândula hipófise-anterior ou adeno-hipófise (localizada na base inferior do cérebro) acelera a produção de um hormônio chamado prolactina.
Após cair na corrente sangüínea, a prolactina chega aos alvéolos mamários, células localizadas no interior dos seios que se parecem com pequenos cachos de uva. É lá que o leite é produzido.
A seguir, ele flui para os chamados ductos lactíferos, uma pequena rede de canais por onde ele irá trafegar no interior da mama. Estes dutos ramificam-se em canais menores e terminam em pequenas estruturas chamadas lóbulos, localizados bem abaixo da aréola. Cada mama tem entre 15 e 20 lóbulos.
Dos lóbulos ele flui para a boquinha do bebê por meio de dez a 15 furinhos localizados ao redor do bico do peito da mãe. Mas só o esforço da criança não é suficiente para o leite sair dos lóbulos e extravasar pelo mamilo. Mas a natureza é sábia... Nesse momento ocorre um processo neuro-hormonal conhecido como "reflexo de ejeção" ou "de descida" do leite.
Esse processo tem início entre um e cinco minutos após o bebê começar a mamar. Ao sugar o peito da mãe, ele estimula as terminações nervosas do mamilo que irão percorrer o corpo da mulher até a glândula hipófise posterior ou neuro-hopófise. A tal glândula, que tem o tamanho de uma ervilha, entra em ação novamente, produzindo outro hormônio: a ocitocina.
Assim como a prolactina, a ocitocina também cai na corrente sanguínea e chega às mamas. Sua missão é produzir contrações em pequenos músculos mamários que arrebentam os alvéolos, onde o leite está estocado, fazendo com que ele flua para o mamilo. Enquanto isso, a prolactina continua agindo e mais leite é "fabricado" pela mãe.
Se esse "reflexo de ejeção" ou de "descida" não funcionar, o bebê não conseguirá ingerir a quantidade de leite suficiente. Por isso, na hora de amamentar, a mãe precisa estar calma, tranqüila e confiante. Se alguma preocupação ou mal-estar a incomodar, a "fábrica" ficará prejudicada. Alguns fatores ajudam muito, como o olhar a criança com carinho ou mesmo o som de sua voz. Por isso, quanto maior o contato e a convivência entre mãe e filho, melhor será a produção do leite e mais fácil ele irá fluir.
Consultoria: Marcus Renato de Carvalho, médico da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação, RJ
É BOM SABER
* Preocupação em excesso, dores, stress, ansiedade, frustrações e fatores emocionais prejudicam a produção do leite materno?
Sim. Por que a ocitocina, hormônio que provoca a contração das células musculares no interior da mama, é produzida na glândula hipófise posterior. Ela está localizada numa área do cérebro conhecida como hipotálamo, que também regula as emoções. Ou seja, se a mãe não estiver bem emocionalmente, produção de ocitocina será inibida.
* Dar o peito cansa?
Sim, e muito. Porque é um esforço tremendo para o organismo produzir às vezes até 800 ml de leite por dia!
* Por que a mãe transpira?
Por que ela sente muito calor, já que produção do leite "esquenta" o organismo. E ainda há o contato com o corpinho do bebê, que também é quente. Por isso, toda mulher que amamenta deve ingerir mais líquido do que o habitual, principalmente água, sucos naturais e chás. A cerveja preta é prejudicial, porque sabemos que o teor alcóolico do sangue é igual ao do leite... Ou seja, a nutriz fica bêbada - "mais tranqüila" e o bebê também, dormindo mais e se nutrindo inadequadamente...
* Mulheres que adotam uma criança e não ficam grávidas também podem produzir leite?
Sim. Com o apoio de um profissional competente, o reflexo da descida do leite pode ser condicionado. Basta à mãe tocar, ouvir ou mesmo pensar em seu bebê. Para isso ele deve colocar a criança para mamar seguidas vezes. É demorado, mas compensa.
* A amamentação é instintiva?
Não. O aleitamento materno não é inato. Na verdade, é uma habilidade que precisa ser aprendida. Ao contrário do que ocorre com os mamíferos mais inferiores (cães, gatos, baleia, golfinhos, koalas...) que não possuem cultura, o processo de lactação é totalmente instintivo.
* A produção de leite à noite é maior?
Sim. A glândula hipófise produz mais prolactina à noite. Portanto, o aleitamento materno à noite ajuda a manter uma boa produção de leite para o estoque do dia seguinte.
* É verdade que o bebezinho é o melhor personal trainer que há?
Sim. Amamentar um recém-nascido gasta mais energia do que gerá-lo, o que, em certos casos, ajuda a mãe perder os quilos extras ganhos durante a gravidez. A nutriz necessita de cerca de 500 quilocalorias (kcal) a mais por dia do que uma mulher normal. Se ela não ingerir esta quantidade extra de calorias, irá retirar de sua reserva corpórea, chegando até a desnutrir-se para preservar a qualidade do leite. Mesmo uma mãe desnutrida produz leite de excelente qualidade.
Mergulhe nessa:
* Na Internet
www.aleitamento.com
24 September 2008
Fraldas, pra que te quero! (Por: Fernanda Murachovsky)
Fernanda Murachovsky
A fralda deve ser trocada, no máximo,
P: Não há diferença entre as várias fraldas disponíveis no mercado.
FALSO. De acordo com Lygia Mendes dos Santos Border, pediatra da Unimed-Paulistana, algumas absorvem melhor a urina e outras que, por serem de qualidade inferior, acabam esfacelando-se em pouco tempo."A qualidade da fralda é importante, e a incidência de vermelhidão diminui com fraldas de boa procedência", alerta. Por isso, os melhores produtos são os que possuem propriedades mais absorventes (como gel), que deixam o bebê sequinho e não apertam. Luciana Labouriau, dermatologista da Clínica Murilo Drummond, do Rio de Janeiro, acredita que a melhor fralda é a que tem o interior de algodão."Isso seria o equivalente à cobertura suave igual a que temos em alguns absorventes femininos."Estão disponíveis no mercado modelos de diferentes tamanhos, desde RN até XXG (indicada para crianças acima de 13 quilos). Há ainda as chamadas fraldas de transição, do tipo calcinha ou cueca, usadas quando a criança está treinando para usar o peniquinho; e as fraldas para piscina, que não encharcam.
P: É preciso trocar a fralda ao perceber que ela está suja.
VERDADEIRO. De acordo com a pediatra da Unimed-Paulistana Ana Clara Toschi Gianotti de Souza, sempre que a criança urinar ou evacuar, a fralda deve ser trocada, evitando infecções e assaduras. "Mas a cada três horas, é sempre bom dar uma olhadinha", sugere.Os especialistas concordam que o mais importante é a freqüência com que as trocas são feitas."A mãe não pode deixar que a região fique quente e úmida", diz Sandra Pena Viveiros, pediatra do Rio de Janeiro.
P: As fraldas são responsáveis pelas assaduras.
EM TERMOS. Na verdade, é a acidez das fezes e da urina que, em contato com a pele do bebê, a grande responsável pelas assaduras. Isso porque, segundo Lygia, acabam interferindo no pH da pele, deixandoa mais sensível.Mas, por outro lado, de acordo com a dermatologista Luciana, a fralda, a urina e o suor são outros fatores que predispõem o aparecimento das dermatites de fralda, nome verdadeiro das assaduras.Tudo dependerá da sensibilidade de cada criança."O fato é que, quanto maior a exposição a fezes ou urina, maiores serão as chances de uma assadura mesmo em pouco tempo de contato, principalmente se as fezes estiverem muito ácidas", diz. Por isso, para evitá-las é preciso manter o local arejado."A mãe deve deixar a criança sem fralda sempre que puder", sugere Luciana. Outra maneira é a exposição ao sol por períodos curtos.Mesmo assim, as trocas freqüentes e os cremes protetores são imprescindíveis.
P: A fralda facilita o aparecimento de inflamações e infecções.
VERDADEIRO. "Por ter uma cobertura externa de plástico, as fraldas abafam o local e mantêm a umidade que, juntamente com a urina e o calor, propiciam a formação e proliferação de fungos como a Cândida, instalando o quadro de infecção - a candidíase", explica Luciana Labouriau. Neste caso, é comum uma vermelhidão mais intensa e viva na genitália da criança.
P: Fraldas de pano diminuem a incidência de assadura.
EM TERMOS. Na opinião de Sandra Viveiros, mães que optam por usar fralda de pano conseguem perceber com mais facilidade se a criança está suja ou não, por isso o tempo de contato das fezes e da urina com a pele acaba sendo menor, o que diminui a incidência das assaduras. Por outro lado, a pediatra Ana Clara Toschi Gianotti de Souza alerta que o cuidado deve ser redobrado neste caso."Como as fraldas de pano não absorvem de maneira adequada e mantêm a pele úmida, aumenta a possibilidade de assaduras porque o contato da urina e fezes com a pele é maior mesmo que seja por pouco tempo."Para evitar esta situação, Lygia alerta que não devem ser colocadas calças plásticas em cima das fraldas de pano.
P: As fraldas de pano causam menos alergia.
VERDADEIRO. Por não ter componentes químicos, como as descartáveis, a incidência de alergias é menor."Mas é importante lavá-las com sabão neutro ou de coco, uma vez que o sabão em pó pode desencadear alergias", explica Lygia. Lave-as separadamente das demais roupas, bata-as na lavadora com água quente e enxágue-as duas vezes. Prefira não usar amaciante, que também pode desencadear reações.
P: A maioria dos casos de vermelhidão é devido à assadura, e não à alergia
VERDADEIRO. Existem crianças alérgicas a algumas substâncias presentes no interior da fralda (parte que fica em contato direto com a genitália) e principalmente ao elástico. No entanto, esses casos são minoria. Segundo Lygia, 90% das crianças que apresentam vermelhidão sofrem com a dermatite (ou assaduras). De qualquer maneira, caso a criança apresente qualquer tipo de vermelhidão, recomenda-se consultar o pediatra. Se realmente for diagnosticada uma alergia, a primeira etapa é trocar a marca. Se ela persistir, indica-se o uso de fraldas de pano.
Use apenas marcas confiáveis.
P: A fralda de pano é melhor do que a descartável.
EM TERMOS. A mãe terá que decidir qual usar levando em consideração o seguinte:
A fralda de pano é mais suave para a pele do bebê, mais barata e não ocupa espaço no lixo.
Fraldas descartáveis são mais absorventes e práticas do que as de pano, não precisam ser lavadas e são facilmente transportadas.
P: A fralda noturna usa outras tecnologias.
FALSO. A noturna se difere da outra devido à sua capacidade de absorção.Uma fralda diurna costuma durar de três a quatro horas, já a noturna, cerca de oito horas por ter maior quantidade de gel absorvente. No entanto, geralmente, todas são compostas de uma capa fina de polipropileno, que evita vazamentos, e fitas adesivas para prendê-las. Possuem ainda o gel absorvente e duas capas de fibra de papel, ambas de celulose, chamadas de não-tecido.
P: A fralda noturna não precisa ser trocada durante a noite.
FALSO. A idéia de que a fralda noturna não precisar ser trocada por ter mais gel, sem o risco de causar assaduras, não é bem uma verdade, já que a amônia da urina continua presente e sensibiliza a pele. Por isso, Sandra Pena Viveiros sugere à mãe testar a umidade durante a noite para saber se precisa ou não trocá-la. Outra recomendação é dobrar a atenção e fazer trocas durante a noite em crianças que urinam com mais freqüência ou que apresentam casos recorrentesde assaduras.
P: Fraldas descartáveis caseiras, de marca desconhecida, oferecem mais ameaça a pele do bebê.
VERDADEIRO. De acordo com Lygia, comprar fraldas que são produzidas em casa não é a melhor opção porque não se sabe a procedência do material que foi utilizado. Para Sandra, o grande problema deste tipo de fralda é o fato de ela não ter passado pela aprovação da Anvisa, órgão do governo que garante a qualidade desse tipo de produto. Por isso não há garantia de que foram produzidas com matéria-prima confiável.
P: Fraldas descartáveis têm prazo de validade.
VERDADEIRO. Geralmente a validade é de 30 a 36 meses após a data de fabricação, dependendo das matéria-primas. Por isso, verifique sempre as informações na embalagem.
A HORA DO PEQUENINO
Por volta dos dois anos, a criança começa a ter controle da urina e das fezes. Então, aproveite para iniciar o treinamento da retirada da fralda. Segundo especialistas, o processo deve ser natural."A criança começa a avisar a mãe que está com vontade e pede para ir ao banheiro. Mas desde um ano e meio os pais já podem orientá-la, mostrando como usar o vaso sanitário", explica a pediatra Sandra Pena Viveiros. No começo,a criança sinaliza que vai fazer xixi, se sente incomodada, mas ainda não tem controle. Com o tempo, o pequeno reconhece a sensação de que está com vontade e aprende a segurar. Aí, é hora de retirar a fralda diurna.
"A cada três horas a mãe pode colocar a criança para urinar no penico ou vaso", sugere a pediatra Ana Clara Toschi Gianotti de Souza. Mas ela lembra que cada criança tem seu tempo."O controle do xixi ocorre primeiro. Algumas vezes há resistência em relação às fezes ", diz. Para este controle, Lygia afirma que a mãe deve observar o horário em que a criança costuma evacuar e colocá-la no penico. Depois, vem o momento de retirar a fralda noturna, quando o pequeno acorda com ela sequinha."Às vezes o xixi pode escapar, mas o importante é não voltar atrás para não confundir a criança. Se tirou, tirou",afirma Lygia.
22 September 2008
Amamentar: muito bom, é preciso se preparar e se cuidar!
Engraçado, mas este é um tópico que eu adoro discorrer, e não fico cansada de escrever over and over again. Os seios são uma parte do corpo igualmente surpreendentes e fascinantes, não pela aparência, mas pelo que são capazes de produzir, e todo o processo de aleitamente ao qual estão envolvidos.
Infelizmente, mesmo que as fórmulas de leite que estejam por aí mostrem que são "tão boas quanto o leite materno", sabemos que isso não é verdade. Não há como comparar. Quer ver:
- Bebês amamentados com Fórmula ficam doentes muito mais vezes que os bebês amamentados no seio da mãe, e tem uma probabilidade maior em morrer durante os primeiros anos de vida.
- Quando comparado aos bebês que mamam no seio da mãe por mais tempo, os bebês alimentados com Fórmula tem duas vezes maiores chances de risco de morte, e quatro vezes mais chances da Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSL).
- De acordo com um estudo onde foi analisado o padrão de hospitalização para bebês homogeneos de classe média, brancos, alimentados com mamadeira tinham 14 vezes maiores chances de serem hospitalizados do que bebês alimentados no seio da mãe.
A realidade mostra que deveríamos pensar que o normal, na verdade, é o leite materno, e as Fórmulas são alimentos artificiais e muito inferiores. As Fórmulas, na maioria das vezes, não são muito bem toleradas, e não contém os glóbulos brancos e anticorpos necessários para o combate às doenças que o leite materno tem. O leite materno é específico para a espécie humana, e muda de acordo com as necessidades do bebê.
Para os bebês nascidos antes do tempo, chamados prematuros, os seios da mãe produzem um leite que contém uma composição diferente, especial para bebês prematuros. É o que faz toda a diferença para eles, entre a vida e a morte. O colostro contém muitos anticorpos, e age como laxante, para que o bebê possa expelir o máximo de dejetos, estes coletados no seu tempo em que esteve dentro do útero. Infelizmente, o homem ainda não foi capaz de replicar esta maravilhosa substância.
A proteina do leite materno é basicamente whey, o que é mais facilmente digerido pelo bebê, ao contrário da proteína encontrada no leite de vaca. A proteína no leite da mãe possui grandes quantidades de amino ácidos (Taurine) que tem um papel importante no desenvolvimento do cérebro e olhos do bebê.
A gordura do leite materno é praticamente auto-digestivo, já que ele contém a enzima lipase, que por sua vez quebra a gordura. A gordura é a fonte principal de calorias para os bebês - e eles precisam de MUITAS calorias para que possam crescer bem. Vale lembrar que o leite humano contém grandes quantidades de ácidos gordurosos chamados Omega-3, o qual é importante para o desenvolvimento do cérebro (mas a mãe deve ingerir gordura Omega-3 para repassar ao bebê).
As vitaminas e minerais do leite materno são muito bem absorvidos pelo bebê, e o leite contém susbtâncias que ajudam na absorção destas vitaminas e minerais.
Impulso do Sistema Imunológico
Em cada mamada, a mãe repassa ao bebê MILHÕES de células brancas VIVAS para que assim o bebê possa combater todos os tipos de doenças. Estas células vivas não são encontradas no leite Fórmula de qualquer espécie. É válido dizer que quando a mãe fica exposta a algum tipo de germe, ela produz anticorpos para aquele germe em específico, e assim passa ao bebê os anticorpos necessários através do leite. O leite materno contém fatores antivirais, antibacterianos e antiparasitários.
O mais interessante é que, se o bebê contrair uma doença que a mãe não tenha sido exposta previamente, ele transferirá este organismo pela saliva ao seio da mãe, e esta por sua vez começará a produzir anticorpos imediatamente, e os transferirá de volta ao bebê através do leite para que ele possa combater a doença.
Hormônios e Enzimas
O leite materno contém muitas enzimas digestivas, e muitos hormônios. Estes contribuem para o bem estar do bebê.
O leite materno ajuda a criarmos crianças mais felizes e mais saudáveis. Ele previne a obesidade.
O leite materno ajuda no alinhamento da mandíbula do bebê, e são os que menos precisam de aparelhos ortodônticos a medida em que ficam mais velhos. Isto é provavelmente em razão da ação de sugar o seio, que melhora no desenvolvimento dos músculos faciais e na formatação do pálato.
O leite materno contribui para uma visão e audição melhores. Bebês que não mamam o seio da mãe, apresentam mais problemas de infecção nos ouvidos.
O leite materno é de grande auxílio para a saúde geral do bebê. Eles apresentam bem menos problemas com infecções respiratórias, pneumonia e influenza. Eles apresentam menos casos de diarreia, menos casos de infecção gastrointestinal e constipação.
Bebês não alimentados no leite materno apresentam maiores chances de apresentar problemas cardíacos, diabetes juvenil, esclerose múltipla, asthma e alergias. O leite materno previne doenças digestivas, como a úlcera, colite e doença de Chron’s, bem como cânceres infantis.
Aleitamento Materno e QI
Estudos mostram que o aleitamento materno tem um efeito positivo no QI da criança. Num estudo feito na Dinamarca com mais de 3.000 homens e mulheres, foi constatado que, bebês que foram alimentados no seio da mãe por 9 mese ou mais, apresentavam maior inteligência do que bebês que foram alimentados por um mês ou menos.
Porque o leite materno é tão importante? Pois ele contém inúmeras sustâncias que auxiliam o cérebro do bebê, e por consequência, podem auxiliá-lo a aumentar o QI.
O que o leite tem? Ácido Docosaheaxaenoic (DHA), ou seja, um ácido gorduroso (ômega-3) importantíssimo para o cérebro do bebê. Os niveis de ácidos gordurosos no leite materno dependerá do consumo de alimentos ricos em ômega-3 que a mãe obtiver, como por exemplo peixes e flax (linhaça). Os níveis de DHA são mais altos em bebês que são amamentados por um longo período de tempo.
O leite materno contém colesterol, muito importante para o tecido nervoso do cérebro que está crescendo.
O leite materno é rico em lactose, que é quebrado em glucose e galactose, e a galactose é um nutriente muito importante para o desenvolvimento do tecido cerebral.
O leite materno contém Taurina, um amino ácido muito importante para o desenvolvimento cerebral.
O processo do aleitamento materno é super benéfico para o desenvolvimento cerebral da criança pois é uma troca, um contato de pele entre a mãe e o bebê. O contato pele a pele é muito importante para o crescimento do bebê.
É importante lembrar que, a criança deve ser alimentada no seio da mãe, mas o produto final desta criança dependerá também dela continuar tendo uma alimentação equilibrada durante a sua infância, bem como a maneira como ela é criada.
Benefícios
É fato: a amamentação é o ponto focal da vida do bebê. Não se trata somente de um fonte de alimentação, mas sim de uma fonte de conforto e segurança. É macio e quente, o que uma mamadeira não é. O bebê se sente mais seguro quando mama no seio da mãe.
Não podemos nos esquecer de comentar que o ato de amamentar o bebê é uma maneira natural de criar vínculos com o seu pequeno. Amamentar e segurar o seu bebê bem perto do corpo faz o cérebro produzir uma substância/hormônio chamada ocitocina. A sua liberação é linkada ao contato da pele da mãe com a pele do bebê. A ocitocina promove uma sensação de calma e bem-estar a ambos. A ocitocina não faz do ato de amamentar uma experiência sexual, como muitos erroneamente pensam.
O leite materno também contém um hormônio chamado Cholecystokinin (CCK) que induz ao sono, a ambos, tanto o bebê quanto a mãe. É a maneira mais fácil de induzir o seu bebê a dormir. Ou seja, a fonte de conforto está sempre presente. Estudos provam que, bebês bastante massageados e tocados crescem mais e melhor. Portanto, beije, abrace, acaricie muito o seu bebê.
Algumas dicas para as mães de primeira viagem
O ato de amamentar é melhor quando providenciado em demanda, em outras palavras, sempre que o seu bebê quiser mamar. Isso pode ser de uma em uma hora, ou de duas em duas horas ou de três em três horas, tudo depende do bebê exclusivamente. Bebês têm o estômago muito pequenino, e o leite materno é digerido rapidamente. Isso quer dizer, quanto menor for o bebê, mais rapidamente ele terá fome. É importante salientar que bebês não mamam somente para se alimentar, mas sim pelo conforto e segurança que o ato promove.
O colostro é muito rico em anticorpos, daí ser chamado de "primeira vacina"; também possui uma leve característica laxante, que ajuda a limpar o organismo de substâncias desnecessárias, como por exemplo o mecônio (primeiras fezes do bebê). Ele estará misturado ao leite até próximo do décimo dia, quando desaparecerão totalmente.
A coloração amarelada e o pequeno volume de colostro dão lugar ao leite branco, que será produzido em quantidades tanto maiores quanto forem estimuladas as mamas na ordenha.
As células secretoras dos alvéolos retiram do sangue materno água, partículas de proteína, glóbulos de gordura, lactose (açúcar), sais minerais, vitaminas e anticorpos, entre outras substâncias importantes para a composição do leite.
O leite materno se altera durante toda a amamentação. Ele inicia a mamada ainda ralo e transparente (5-8 minutos), e já no final da mesma (25-40 minutos) se apresenta bem esbranquiçado e com alto índice de gordura; assim, as papilas gustativas do bebê detectam a presença destes lipídios e são sinal de saciedade ao cérebro infantil. Ele é capaz ainda de fornecer ao bebê os anticorpos necessários naquele determinado momento. O principal fator imunológico presente no leite materno é a lgA secretória, que atua revestindo os intestinos do bebê, impedindo a aglomeração e multiplicação de bactérias e vírus.
O leite tem como características básicas:
Ser de fácil digestão e não sobrecarregar os intestinos e os rins do bebê. Isto explica as fezes amarelas e pastosas e a urina clarinha e abundante, quase sem odor.
Proteger o bebê de muitas doenças, devido ao fato de seu potencial imunológico ir-se modificando de acordo com as necessidades do bebê.
Ser prático - não é preciso ferver, misturar, coar, dissolver ou esfriar, e está sempre pronto em qualquer hora e lugar, na temperatura ideal.
Apresentar, de forma balanceada, carboidratos, gorduras e proteínas, necessários a cada fase da vida do bebê.
Prevenir a obesidade infantil, pois a criança é saciada pela qualidade do alimento, e não pela quantidade.
Ter menor probabilidade de desenvolver doenças alérgicas como eczemas, bronquites e asmas.
Prevenir as diarréias, responsáveis por morte principalmente em famílias de baixa renda.
Problemas na Amamentação
Muitas mulheres tem a idéia errônea de que o ato de amamentar acontece naturalmente, e é super fácil desde o primeiro momento. Talvez, para algumas mulheres realmente seja mais fácil, por motivos físicos (o bico do seio é mais resistente que outras, etc.) e por terem maiores informações dentro da família. Mas nem todas as mulheres tem esta facilidade. AMAMENTAR é relativamente fácil e delicioso, mas é IMPORTANTE SE PREPARAR para tal. Para que você não tenha problemas na amamentação, é importante seguir algumas dicas:
- Ao saber da sua gravidez, é importante preparar o mamilos. Durante o banho, compre uma bucha e ao ensaboar-se, passe a bucha sobre os seios várias vezes. No começo será incômodo e poderá chegar a doer (pare quando começar a doer) mas como você terá algumas meses pela frente, não há problema em parar e retomar o exercício no próximo banho. Ao sair do banho, novamente passe a toalha sobre os mamilos várias vezes, friccionando-os. Este exercício ajudará a criar uma pele bem mais resistente, e por consequência, ajudará você a não ter feridas nos mamilos no início da amamentação.
- Após o esfregaço com a toalha, passe nos seios uma pomada chamada MASSÊ. Esta pomada nutre e amacia os mamilos, preparando-os para a amamentação. A pomada é encontrada em todas as farmácias.
- Após o nascimento do bebê, é importante você usar (pelo menos no primeiro ou segundo mês) uma pomada chamada LANSINOH. Ele ajuda a manter os seios hidratados e os protege durante a fricção da boca do bebê contra o bico do seio. Ele pode ser usada sempre, e o mais prático, não é preciso retirá-lo do bico do seio antes de cada amamentação. Ele não tem cheiro e não é tóxico. Você encontra não encontra a pomada a venda em farmácias. O lugar mais barato para comprá-la é através do telefone da EUROMARKET (http://www.euromarket.com.br)/) Tel: (11) 5183-9210 / 5182-9487. Ás vezes eles não têm o produto para entregar, portanto, prepara-se com antecedência. Dois ou três tubos são suficientes para os primeiros meses de amamentação.
Fontes:
Wonders of Breast Milk www.007b.com/wonders_breastmilk.php
http://www.aliancapelainfancia.org.br/
02 August 2008
Amamentação: como, quando, porquê, ajuda, etc.
Volto a trabalhar no dia 11 de agosto, e não posso negar que estou morrendo de medo. Com medo de deixar a minha lindinha por 8 horas todos os dias. Como compensar a falta que ela sentirá? Meu marido disse que eu sofrerei muito, mas muito mais do que ela. Será? Bom, mesmo assim, estarei alugando uma máquina de tirar leite com a Leite Fácil. Para quem se interessar, eles tem uma página na internet www.leitefacil.com.br/ e o endereço e telefones seguem abaixo:
LEITE FÁCIL
Rua Apeninos, 807 - conj.: 14 - Paraíso - São Paulo
Tel: 3285-6583 / 3253-4899 / 3284-3491
Bom, não quero debulhar com o ímpeto de outras mães, mas as bombas manuais, que eu comprei, são muito difíceis de serem usadas. A principal delas é porque a melhor hora de tirar o leite é quando o seu bebê está mamando o outro seio. Se vc estiver sozinha, como eu, pode tirar o cavalinho da chuva porque é muuuuito difícil bombear enquanto vc está amamentando. Afinal, é um momento para ser desfrutado com calma e pelos dois, mãe e filho. O melhor mesmo é alugar uma máquina. Ela faz a força que vc não consegue, e em bem menos tempo que as nossas queridas mãozinhas. Por conta disso, vc consegue retirar o leite sem o bebê estar mamando o outro seio.
A pediatra da Bella disse que, por mais leite que eu produza, Bella é uma menina grande e precisa de mais, mais, mais. O meu leite não será suficiente para ela. Pediu para eu começar a dar chás na mamadeira para ela ir se acostumando a pegada da mamadeira. Fiquei um pouco com medo, pois muitas pessoas dizem que uma vez que o bebê sabe que da mamadeira o leite sai mais fácil, dar o seio já era, se la vie. Graças a Deus, Isabella está tomando sucos de laranja lima e pêra na mamadeira, e ainda pega o seio. Mas eu gostaria de deixar algo bem claro aqui: Amamentação exclusiva até os seis meses de idade é imprescindível. Se vc tem meios, siga em frente, não desanime!
A razão de postar o blog hoje, é tentar elucidar ao máximo a amamentação, como ela pode ser fácil, mas precisa de uns poucos ajustes. Nada de mais, mas importante. Para algumas mães é mais fácil, para outras nem tanto, mas é importante dizer que é totalmente fácil se ajustar. E, sem sombra de dúvida, a melhor experiência que uma mãe pode ter.
Como tempo de sobra ninguém tem, eu encontrei uma comunidade no Orkut muito boa, com fotos e descritivos, portanto, achei que seria interessantíssimo postar. A comunidade é Moderação GVA e o endereço é www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=7946223001214252902 Se entrar em fotos recentes, aprenderá coisas muito interessantes.
Outra dica, porém só para as mães de São Paulo, é o grupo GAMA - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa. http://matrice.wordpress.com/ . Em outros estados eu tenho certeza da
existência de outros grupos. Minha dica: entre em contato com o pessoal do GAMA.
GAMA
Rua Natingui, 380 - Vila Madalena - São Paulo, SP
Tel.: (11) 3727-1735
E-mail: maternidadeativa@uol.com.br
Bom, é só por hoje.
23 July 2008
Gravidez em idade moderna
Tenho escrito blogs interessantes para as mães de primeira viagem que estarão surgindo, amigas minhas, conhecidas, e o mais interessante, os textos servirão de alguma serventia para outras pessoas que por ventura quiserem ler o meu blog.
Hoje, sem querer, eu entrei no Blog da Cynthia Howlett, apresentadora do GNT. Achei tão interassante que resolvi repassar - www.spoleto.com.br/cynthia/?p=3 . Outra indicação é o site www.sosmaternidade.com/ da Sheila Preussler.
E é claro, para quem tiver dúvidas ou quiser trocar idéias, estou sempre a disposição!
20 July 2008
Amamentação - dicas
Segue abaixo um questionário / resposta com 64 itens. Acredito que abranja a maior parte das dúvidas. Boa leitura!!
As dúvidas mais comuns entre as mães e seus familiares sobre o aleitamento materno.
Autor: José Dias Rego, Paulo Roberto Alves Lopes, Walter Palis Ventura - 16/12/2004Fonte: Livro Aleitamento Materno - Um Guia para Pais e Familiares - José Dias Rego - Editora Atheneu, 2003
As perguntas que se seguem são aquelas que mais comumente são feitas nos consultórios e nos encontros técnicos onde o aleitamento materno esteja sendo discutido, o que já é uma evidência do desconhecimento global, da população em geral e dos profissionais de saúde, a respeito do assunto. Tentamos grupar as perguntas por temas. Não podemos deixar de aqui, dizer às mães e seus familiares, que nos lêem, que parte do que está escrito no livro foi aprendido com a observação do hábito secular da amamentação, realizado pelas mães e apoiado pelos pais e familiares que merecem mais do que nosso respeito, nosso agradecimento. As Perguntas
1. Como deve se preparar a mulher visando o sucesso do Aleitamento?É importante que ela busque informações, aconselhamento e dissipe suas dúvidas junto à pessoas qualificadas. Aprender a necessidade do aleitamento precoce, que incrementa o vínculo entre ambos e facilita não só o início como também a manutenção da amamentação é fundamental. Saber também a maneira correta da postura e pega do bebê bem como os cuidados com as mamas, serão úteis na prevenção de problemas que levam a interrupção desta prática. Devem as mamas serem expostas ao sol, regularmente, e por curto período. Também é importante a alimentação equilibrada e o aumento na ingestão de líquidos, para garantir os nutrientes necessários na produção do leite. As vantagens do método para mãe e filho e a desmistificação de dogmas e crenças, como leite fraco, pouco leite, etc. lhe trarão ensinamentos e confiança indispensáveis para alcançar este objetivo.
2. Qual a alimentação adequada para a mulher que está amamentando ?Não há orientação alimentar específica para esta fase, devendo-se manter os preceitos básicos de uma dieta balanceada como no período gestacional. As refeições devem constar de carnes, legumes, verduras, frutas e em menores quantidades, açúcares, farináceos e gordura, visando a oferta adequada de proteínas, carbohidratos, lipídeos, vitaminas e sais minerais, essenciais como matéria prima, à produção do leite materno. Merece atenção especial a necessidade do aumento na ingesta de líquidos. Seguindo-se estas orientações, estaremos prevenindo carências nutricionais assim como o ganho de peso excessivo, que na gestação normal, não deve ultrapassar de doze quilos a quatorze quilos.
3. A gestante que não teve sucesso em amamentação anterior, por falta de leite, pode vivenciar novamente o mesmo problema ?Sem dúvida esta gestante é de risco para o desmame precoce e precisa ser vista com muita atenção. Pela conversa pode-se presumir os motivos que a levaram a abandonar tal prática, e reorientá-la. Quando esta abordagem ocorre, a chance de sucesso é bastante grande. A falta ou diminuição do leite, na grande maioria das vezes, é consequência de atitudes equivocadas, inclusive por profissionais de saúde. Também merecem atenção, com a finalidade de evitar o abandono desta prática, mulheres que estudam ou necessitam retornar ao trabalho precocemente, que deverão ser orientadas quanto à forma de coleta e armazenamento do seu próprio leite para ser ofertado ao bebê, na sua ausência. Gestantes que enfrentam ambiente familiar desfavorável necessitam encorajamento e motivação. Aquelas que foram ou são portadoras de doença mamária ou submetidas à cirurgia no órgão devem ser esclarecidas em relação as suas dúvidas e possibilidades. Isto se aplica também àquelas com doenças crônicas. Gestantes com dependência química (alcoolismo, tabagismo, drogas psicoativas e/ou ilícitas), são merecedoras de apoio e orientação. Por fim, as gestantes adolescentes, pela pouca maturidade que a maioria possui, poderão sentir-se desmotivadas e/ou despreparadas para aderirem esta prática.
4. Os fatores emocionais podem interferir no Aleitamento ?O aleitamento depende da liberação de hormônios e particularmente o que promove a ejeção (descida) do leite sofre interferência direta de fatores emocionais. Sentimentos agradáveis relacionados ao bebê, fazem o leite fluir, o que é sabido há tempo pelas mulheres que amamentaram. Já o estresse, a dor, preocupação e dúvidas podem inibir a descida do leite, daí a importância da família para dar apoio, segurança e tranquilidade neste período .
5. Com que frequência devo amamentar meu filho ? A constituição do leite dos mamíferos varia muito: o leite da coelha, é tão rico em gorduras e calorias que ela só tem necessidade de amamentar seus filhos uma vez a cada 24 horas. O leite da leoa da mar cujo filhote sofre um importante resfriamento importante dentro d água é tão rico em gorduras que se assemelha a um queijo. Comparados aos chimpanzés, que tem 98% da carga genética idêntica a do homem, verificamos que a duração de nossos atos costuma ser o dobro da duração desses primatas que amamentam com intervalo de uma hora. Se assim for, a nossa criança humana deveria mamar a cada duas horas. Em verdade a criança deve ser amamentada naquilo que chamamos de livre demanda, ou seja, sempre que você e ele acharem que está na hora. Como os níveis hormonais que mantem a produção de leite permanecem elevados por cerca de 3 horas, criou-se uma inverdade, dizendo que o bebê deveria mamar a cada 3 horas. Você e seu bebê, independente da idade dele, sabem reconhecer que está na hora da mamada. Para maiores esclarecimentos.
6. Por quanto tempo devo deixar meu filho mamar no peito?O tempo de permanência no peito em cada mamada não deve ser estabelecido, uma vez que a habilidade do bebê em esvaziar a mama varia entre crianças e, mesmo numa criança, pode variar ao longo do dia dependendo de circunstâncias. O importante é que a criança esvazie a mama pois o leite do final da mamada (leite posterior) contém mais gorduras que lhe dará a sensação de saciedade.
7. Como deve ser feita a higiene das mamas?Não há necessidade de limpeza das mamas após cada mamada, sendo suficiente a aplicação de pequena quantidade do próprio leite na pele dos mamilos, a exposição ao ar e se possível ao sol. Também antes de iniciar a mamada, não se faz necessário o uso de qualquer produto de higiene, já que a mama permaneceu em contato apenas com o leite, que é rico em defesas contra germes, além de hidratante e lubrificante. Ao contrário, o uso exagerado de água, sabonete ou outros produtos químicos leva ao ressecamento e fissuras, facilitando a presença de germes que podem causar infecção.
8. Enquanto só existe colostro, é válido usar chupetas para acalmar o bebê? E oferecer complemento para evitar que o bebê sinta fome e perca peso?A chupeta é um dos grandes inimigos da amamentação. Os primeiros dias são fundamentais para a adaptação ao bico do peito. O bebê suga a chupeta e o bico da mamadeira apenas com os lábios e ao passar para o mamilo sofre o que chamamos “confusão de bicos”. Ele suga apenas o mamilo e não retira o leite porque não pressiona os “saquinhos” de leite que ficam sob a aréola. O bebê se cansa, ficando irritado e frustrado por ficar chupando sem resultado. Não ocorre o reflexo de produção e “descida” do leite. O mau posicionamento provoca rachaduras, sangramentos e a dor bloqueia ainda mais a descida do leite. A mãe fica nervosa, achando que não tem leite e recorre à mamadeira, desencadeando assim o desmame precoce.O colostro é produzido em pequena quantidade mas funciona como a primeira e mais importante vacina. Esse pequeno volume é suficiente, tem efeito laxativo e não sobrecarrega os rins, que ainda não toleram grandes volumes de líquido.O bebê perde normalmente até 10% do peso original porque utiliza de forma natural suas reservas para o gasto energético nos primeiros dias. Ele recupera o peso do nascimento em torno do 150 dia de vida.Administrar complemento utilizando fórmulas, antes de o bebê receber o colostro, pode lesionar a mucosa intestinal e causar alergias.
9. Existe leite fraco? Como saber se o bebê está recebendo quantidade adequada de leite? Chorar muito após a mamada indica insuficiência e necessidade de complementação?“Leite fraco” é um dos grandes tabus da nossa cultura popular, à vezes até, atingindo os profissionais de saúde. Não existe leite fraco ou aguado. Mesmo mulheres mal nutridas, anemiadas ou cansadas, tem plenas condições de produzir leite de boa qualidade e suficiente para garantir o perfeito desenvolvimento do bebê.Diversos sinais podem ser observados como indicadores de que o bebê está recebendo uma boa quantidade de leite materno. O bebê mama pelo menos oito vezes por dia, molha pelo menos seis fraldas e evacua três a oito vezes em 24 horas. O ritmo da sucção é pausado e é possível ouvir a deglutição. A mãe costuma sentir a descida do leite e mudança na sensação de plenitude das mamas ( eventualmente ocorre vazamento do seio contra lateral durante a mamada). O bebê fica esperto, demonstra expressão de felicidade e ganha peso regularmente ( em torno de 20 a 30 gramas por dia). Sua pele tem turgor firme e aspecto saudável. (Alguns bebês podem chorar muito entre as mamadas sem que isso signifique que está recebendo pouco leite. Sua natureza mais irritadiça e cólicas no primeiro trimestre são as causas mais comuns. Esses bebês necessitam de mais paciência e mais aconchego além de ambiente tranqüilo para acalmar o seu choro.Contudo, se a mãe informa mudança brusca no tipo de choro ou que a criança passou a chorar muito, de repente, quando anteriormente não chorava, convém consultar o médico para uma avaliação clínica minuciosa. A criança pode estar doente, como por exemplo no caso de uma infecção no ouvido (otite) que ocasiona dor e interrupção do sono entre as mamadas.
10. Ouvi dizer que pode haver leite azul e esverdeado. Isso é verdade?A cor do leite humano é resultante de seus componentes, podendo ser azul claro, verde escuro, amarelo intenso ou branco opaco sem que isso demonstre alguma anormalidade. Há inclusive variações da cor durante a fase da mamada: a) no início, ele tem semelhança à água de coco, ou pode ser azul claro ou, ainda, verde escuro (caldo de cana) em função dos pigmentos da dieta materna; b) no meio da mamada ele tem cor branca opaco, em função da grande quantidade de caseína, um tipo especial de proteína; c) no final da mamada, ele tem coloração amarelada, devido à grande quantidade de gorduras.
11. Existe leite salgado?Existe. O sabor do leite materno varia de acordo com a dieta da mãe, com a idade da criança, com o tempo que a mãe vem amamentando, além de outros fatores.A medida que o tempo de lactação avança, há uma diminuição do teor de açúcar do leite (lactose) e um aumento dos cloretos, que são sais, e o leite passa de adocicado a levemente salgado. Tal mudança ocorre no sentido de adequar a percepção sensorial do bebê, facilitando a introdução de alimentos complementares salgados. . Essa é outra vantagem do leite materno: não permite a monotonia de paladar verificada quando a criança mama em mamadeira, com leites sempre com o mesmo sabor doce. A amamentação prepara a criança para receber outros alimentos de sabor diferente!
12. Pode haver presença de sangue no leite, sem nenhum ferimento no mamilo?Pode. Na fase de apojadura (descida do leite) a quantidade de açúcar (lactose) no leite produzido aumenta muito a pressão osmótica dentro dos alvéolos, provocando entrada de água dos vasos sanguíneos para lá. Esse aumento, repentino, da pressão pode romper os capilares e o sangue se misturar ao leite. Isso costuma desaparecer em 24 a 48 horas e não há necessidade de interromper a amamentação, pelo contrário, devemos mantê-la para esvaziar as mamas e diminuir a pressão. Esse fenômeno quase sempre acontece em mulheres que estão amamentando pela primeira vez e que tem idade abaixo de 17 ou acima de 35 anos. Se a presença de sangue persistir a mulher deve procurar consultar-se com um especialista em mama, pois podem estar acontecendo fenômenos outros que devem ser investigados.
13. Qual a importância da mamada noturna ?É fundamental para a boa produção de leite, assim como na manutenção do Aleitamento pelo período recomendado. Isto decorre do fato de que um dos hormônios diretamente relacionados com a produção do leite (prolactina), tem seu pico máximo de liberação durante a madrugada, após o estímulo da sucção dos mamilos.
14. A mulher que amamenta engorda mais ou permanece com peso elevado por mais tempo?Pelo contrário, se a mãe tiver uma dieta adequada, o dispêndio para produzir leite consume grande quantidade de calorias do seu organismo . Isso facilita a que ela volte progressivamente a seu peso inicial, antes da gravidez. É facilmente observável, na prática, que as mulheres que amamentam retornam mais facilmente e rapidamente ao seu peso ( ou próximo dele ) quando comparadas às que não amamentam ou amamentam irregularmente.
15. Os bebês que mamam no peito costumam ter fezes líquidas. Isso não é ruim para a criança?Realmente os bebês alimentados ao seio costumam ter fezes líquidas, às vezes sempre que mama. Isso é uma característica normal dos primeiros dias de vida da criança alimentada ao seio: o leite materno ao chegar ao estômago desencadeia um reflexo de esvaziamento rápido do intestino (reflexo gastro-cólico) que tem por finalidade diminuir o acúmulo de gases que podem distender a barriga da criança ou, ainda, causar cólicas.
16. Quantas vezes por dia o bebê amamentado ao seio deve evacuar?O ritmo de evacuações varia muito em função do período de vida. Nos primeiros dois meses o bebê poderá apresentar até oito evacuações por dia, evacuando quase que a cada mamada, em função do que convencionamos chamar de reflexo gastro-cólico – o enchimento do estômago desencadeia uma onda de movimentos intestinais ( peristalse) que culmina com o esvaziamento do reto. Nos meses seguintes, o aparelho digestivo vai se “acalmando” e como quase todo o conteúdo do leite materno é absorvido, ocorre uma demora bem maior para o enchimento da ampola retal.Dessa forma, o bebê passa a evacuar com intervalos bem maiores, de até 24-48 horas, sem que isso caracterize uma prisão de ventre.Na prisão de ventre “verdadeira” , muito comum entre os bebês alimentados com leite de vaca e fórmulas, o bebê tem grande dificuldade em evacuar e evidencia um grande esforço para eliminar fezes muito ressecadas e endurecidas.Mamando no peito, o bebê apresentará sempre um padrão de fezes amolecidas, com odor característico , sem risco de prisão de ventre.
17. Como proceder quando o bebê começa a morder o meu peito?O bebê que já tem dentes, que aparecem em torno do 6o mês, ao sugar, às vezes, morde o peito da mãe. Entenda que ele não quer "morder" você, apenas ele aprendeu uma coisa nova na vida que se inicia. Ele tem uma voracidade acentuada e muito de seu prazer está na boca, pois ele está no vigor de sua "fase oral". Converse com ele, ele entende! Retire o seu peito da boca utilizando a técnica do dedo mindinho. Ande um pouco com ele no colo, sempre conversando. Troque de peito e, se possível, mude de posição. Quase sempre isso funciona.
18. O que é a icterícia do leite materno?Cerca de 1% dos bebês a termo, saudáveis, apresentam entre a 3a semana e o 3o mês, icterícia, que é a coloração amarelada da pele e das mucosas. São bebês saudáveis, com bom desenvolvimento psicomotor, ganhando peso, urinando bem, evacuando bem, com fezes sempre coradas, felizes, contentes e bem humorados, mas ictéricos... É frequente uma história de episódios na mesma prole ou na mesma família. A causa não está bem explicada, mas parece estar relacionada à alguma característica do leite dessas mães. Essa icterícia é benigna, não costuma ser intensa, sem necessidade de tratamento e não existe nenhum caso comprovado de que seja lesiva ao desenvolvimento do bebê. Após o terceiro mês costuma desaparecer progressivamente, continuando a criança a evoluir muito bem como vinha antes. Diante desses fatos não é recomendada a suspensão da amamentação que pode ser o suficiente para desencadear um desmame progressivo desnecessário.
19. O que é a icterícia precoce da amamentação ? É a coloração amarelada da pele e das mucosas do recém-nascido, que como o nome diz, aparece precocemente, mais ou menos no 3o ou 4o dia de vida, logo após a alta do bebê da Maternidade. O nome de icterícia precoce da amamentação é inadequado, deveria ser "da amamentação inadequada "pois essa é a causa real. O bebê não está mamando adequadamente, diuturnamente, em livre demanda, ou está recebendo outros líquidos, como soro glicosado ou água. Com isso não recebe suficiente quantidade de colostro ( o primeiro leite) com função laxativa e tem também menos estímulo para evacuar o mecônio que se acumula em seu intestino no final da gravidez. Essa evacuação é estimulada cada vez que o colostro chega ao estômago do bebê através o desencadeamento do chamado reflexo gastronómico. Se esse mecônio não é eliminado, ele é reabsorvido pelo organismo da criança que tem um fígado imaturo para metabolizá-lo em outras substâncias e a criança torna-se amarelada (ictérica). A prevenção desse problema, desnecessário, e que representa uma falha na assistência à mãe e ao seu bebê na maternidade é feita através a prática rotineira da mamada precoce (na sala de partos) frequente, em livre demanda, diuturna e com a suspensão da administração desnecessário e prejudicial de outros líquidos que não o leite materno. O tratamento é quase sempre desnecessário mas devemos realçar que, muitas vezes, aí começa o desmame pela má prática já realizada e pela ansiedade materna em ver seu filho "doente".É claro que estamos falando aqui de um tipo de icterícia provocada por uma técnica inadequada de alimentação do recém-nascido e não de outros tipos de icterícia que podem ocorrer com o pequeno bebê e que devem ser investigados, adequadamente, pelo pediatra.
20. Mamilos planos ou invertidos impedem a amamentação?Não, podem dificultar o seu início mas não necessariamente a impedem, pois se o bebê abocanhar bem a aréola (aquela parte mais escura da mama), abaixo da qual estão os depósitos de leite materno, ele conseguirá obter o leite desejado.
21. Como saber antes do parto se o mamilo é plano ou invertido?Faça uma pressão da aréola (parte mais escura na ponta da mama) entre os dedos polegar e indicador: o mamilo plano sai (protrai): o invertido entra (retrai).
22. Amamento meu filho e ainda sobra muito leite. Gostaria de amamentar outras crianças aqui do prédio, mas não sei se isto é correto.Este tipo de aleitamento é chamado de "aleitamento cruzado" e é proibido pelo Ministério da Saúde no Brasil. Não sabendo o estado sorológico para o HIV de todas as mães, esta prática pode levar à transmissão pelo leite, desse temível vírus. Você pode doar seu leite para outras crianças, através os Bancos de Leite, onde seu leite será tratado adequadamente (pasteurizado) ficando totalmente isento de quaisquer germes que poderiam ser transmitidos à outras crianças. Há muitas crianças precisando de seu leite: não perca a oportunidade de doá-lo.
23. Por que o bebê tem cólica no primeiro trimestre? Existe relação com a alimentação da mãe? Oferecer chás entre as mamadas atenua a cólica? Há relação entre cólicas e mamadas em um só peito ou nos dois?As cólicas do primeiro trimestre ocorrem em muitos bebês, variando apenas na intensidade. O bebê chora, fica vermelho, se espreme, a barriga fica tensa e quase sempre distendida. Iniciam-se no final da primeira semana e predominam à noite. As causas não são bem conhecidas, mas parecem ter relação com uma relativa imaturidade enzimática que acarreta fermentação e gases. Os gases distendem as alças intestinais e provocam dor. A cólica melhora com a eliminação de gases.
24. É possível aliviar as cólicas do primeiro trimestre com produtos naturais como, por exemplo, a funchicória?Produtos naturais da flora medicinal, também chamados de fitoterápicos, exercem grande atração sobre o público e merecem nossa atenção quanto a sua utilização terapêutica. A funchicória apresenta-se sob a forma de pó obtido a partir de uma planta chamada funcho ou erva-doce. Proporciona efeito relaxante e algo sedativo, acreditando-se benéfico como auxiliar no tratamento sintomático da cólica, pois sabemos que a tensão é um dos principais elementos envolvidos na gênese da cólica do lactente. Contudo, o uso excessivo pode ser prejudicial, havendo relatos esporádicos de sedação excessiva, com pausas respiratórias. Não deve, pois, ser utilizado sem supervisão médica, sob risco de prejudicar a saúde do bebê.
25.Certos produtos como canjica, cerveja preta, etc. aumentam a produção de leite ?Não há, sob o ponto de vista científico, qualquer evidência que respalde esta informação, embora muitas nutrizes relatem ter observado tal benefício. Provavelmente, por tratar-se de ingestão de líquidos e substâncias de alto valor calórico, influenciam positivamente na síntese do leite, como qualquer outro produto similar. A canjica, rica em leite de vaca, pode fornecer uma proteína (betalactoglobulina) que é capaz de tornar alergizante o leite produzido por mulheres que ingerem muito leite de vaca ou seus derivado, havendo a possibilidade de alguns bebês apresentarem "alergia ao leite de vaca" que passa pelo leite de sua mãe.
26. A mulher doente pode amamentar?Primeiro é importante lembrar que a mulher não é uma máquina produtora de leite, ela é um ser humano especial, que engravidou, pariu e até pode, com nossa ajuda, amamentar. Logo, é importante respeitar a doença da mãe. Nas doenças comuns, sem grande repercussão no organismo, pode amamentar e deve ser ajudada no que for necessário. Nos casos banais de resfriados, ela deve colocar um lenço na boca e nas narinas, simulando uma máscara para não despejar grande quantidade de partículas virais na criança. É bom lembrar que amamentando ela passa anticorpos contra os vírus. Se a mãe tiver necessidade de ser hospitalizada, o bebê deve ser hospitalizado junto. Se a doença for incompatível com a amamentação, ela deve ordenhar o leite que deverá ser oferecido à criança com xícara, colher ou copinho e não em mamadeira, o que pode levar à confusão de mamilo.
27. O hábito de fumar pode atrapalhar a amamentação?A nicotina faz com que mulheres fumantes tenham menor probabilidade de amamentar seus filhos. Acredita-se que isto seja devido a um efeito direto do tabagismo pela redução do volume do leite. Recentemente a academia Americana de Pediatria, através seu comitê consultor, incluiu a nicotina entre as drogas contra-indicadas durante a amamentação. Bebês pequenos que são amamentados por mulheres tabagistas podem apresentar náuseas, vômitos, diarréia, agitação e aumento da frequência cardíaca. A dose considerada tóxica para o bebê está contida em 10 cigarros/dia.O tabagismo tem sido colocado como uma condição de contra-indicação ao aleitamento materno e as razões são além da diminuição da produção de leite pela mulher, o pouco ganho de peso da criança e a exposição da criança ao fumo. As infecções do ouvido (otites) que as crianças cujas mães fumam tem em maior frequência são devidas não só à nicotina no cigarro mas também à exposição à fumaça do cigarro no ambiente. Ainda assim, entre as crianças amamentadas por mães tabagistas a incidência de doenças respiratórias é menor quando comparadas às crianças de mães fumantes e que dão leites de mamadeira para seus filhos.O assunto deve ser discutido com a mãe e seus familiares, sendo uma oportunidade para desestimular o tabagismo.
28.Qual a relação entre amamentação e o hábito de tomar cafézinhos?A cafeína pode passar do sangue para o leite materno. Embora as concentrações sejam baixas, com o tempo, há um acúmulo tóxico. A cafeína está presente não só no café, mas também em chás, chocolate e bebidas à base de cola, todas frequentemente ingeridas pela mãe. A ingestão de 6 a 8 xícaras de qualquer dessas bebidas pode levar ao acúmulo de cafeína no organismo da criança levando à insônia, agitação, e cólicas.
29. Que outros alimentos ingeridos pela mãe podem causar malefícios à criança?Certos tipos de alimentos podem passar para o leite e causar algum tipo de desconforto ou cólica na criança. Entre eles podemos citar a couve flor, o brócolis, a cebola e o repolho. O excesso de chocolate, isto, é, 450 gramas ao dia, pode causar irratibilidade e cólicas no bebê. O aspartame pode ser usado sem problemas, exceto se a mãe apresentar uma doença rara, a fenilcetonúria.
30. Qual a relação entre álcool e amamentação?O álcool alcança no leite materno níveis semelhantes aos níveis sanguíneos da mãe. Assim, mães que usam bebidas alcoólicas periódica ou frequentemente expõem seus bebês a malefícios que incluem sonolência profunda, fraqueza, redução do crescimento em altura, ganho excessivo de peso e falência da glândula supra-renal. A ingestão materna de 1g/kg ao dia diminui, também, o reflexo de descida do leite. Portanto, a mãe que está amamentando deve ser desencorajada a fazer uso de bebidas alcoólicas.
31. Como proceder se a mãe tiver que usar algum medicamento durante o período que está amamentando ?A grande maioria dos medicamentos de uso corriqueiro podem ser utilizados com segurança durante amamentação. Quando não houver certeza, deve-se substituir a droga por uma de segurança conhecida, o que também é possível em muitas situações. Para diminuir o contato do bebê com o medicamento que pode passar pelo leite, é recomendável que a ingestão do mesmo se faça logo ao término de uma mamada, permitindo um intervalo de tempo para ação da substância no período de repouso da criança.
32. A mulher que está amamentando pode fazer exames radiográficos ? Não há qualquer contra-indicação para a realização de exames radiológicos simples ou contrastados, desde que seja utilizada substância compatível com a lactação, o que é do conhecimento dos profissionais que trabalham na área. Portanto, são procedimentos que, sendo necessários, podem ser realizados com segurança.
33. A mulher que amamenta pode usar tinturas no cabelo?Entre os obstétras existe relativo consenso em alertar as gestantes quanto ao possível risco de aplicar tinturas que contenham a substância amônia em sua fórmula, no couro cabeludo, sobretudo no primeiro trimestre da gestação, uma vez que, teoricamente, esta substância química contida no produto de tintura, poderia alcançar a corrente sangüínea, atravessar a barreira placentária e afetar o embrião em formação, acarretando eventualmente alguma deformidade ( mal formação congênita). Durante a amamentação, contudo, não existe, em princípio, o temor de que substâncias tóxicas oriundas da tintura possam alcançar o leite materno, em concentrações significativas para acarretar malefícios ao bebê.No entanto, recomenda-se preferencialmente, o uso de tinturas não tóxicas (hena) já que não dispomos de estudos detalhados sobre esse assunto.
34. É possível tratar a conjuntivite do recém-nascido com leite de peito?Com freqüência os recém-nascidos apresentam secreção ocular que costuma aparecer em conseqüência de uma obstrução temporária do conduto lacrimal, desencadeada, algumas vezes, pelo uso de colírio a base de nitrato de prata. Nesses casos é válido pingar leite de peito no olho afetado e massagear a seguir a região junto ao canto interno da fenda palpebral para promover a desobstrução do conduto, sendo que o procedimento deverá se repetir três a quatro vezes ao dia.O leite materno contém anticorpos e enzimas com ação antimicrobiana que ajudam a combater infecções oculares sem ajuda de medicamentos. Contudo, quando não ocorre melhora, o médico deverá ser consultado para orientar a conduta mais adequada, solicitando exames ou prescrevendo antibiótico.
35. Pacientes que tiveram câncer de mama e se submeteram a cirurgia para a retirada do órgão, podem amamentar numa gestação futura ?Mulheres tratadas para câncer de mama, que foram liberadas para engravidar, estão aptas também para amamentar e se beneficiarem desta prática em relação à sua própria doença. É sabido que mulheres que amamentaram tem menos câncer de mama, principalmente na idade mais jovem. Em relação à quantidade de leite, uma mama é capaz de suprir as necessidades de um bebê, já que quanto mais for estimulada, maior será a produção de leite, o que pode ser comprovado quando observamos as mães de gêmeos que alimentam a ambos.
36. A prática do Aleitamento pode acarretar flacidez e queda do seio ?Não há, até o momento qualquer comprovação científica de que a amamentação promova a flacidez ou a queda das mamas. Ao contrário, sabe-se que estas alterações sofrem influências de fatores constitucionais, raciais, familiares, hormonais, da idade, da atividade física, etc. Também é sabido que o aumento das mamas ocorre ao longo da gestação, quando surge em algumas mulheres as estrias, antes mesmo de iniciada a lactação. Portanto a flacidez está mais relacionada ao aumento da glândula, do que a amamentação. Isto explica também a queda das mamas em algumas mulheres, que durante longo período estiveram com seu tamanho aumentado e que, ao retornar a situação anterior, tem seus tecidos de sustentação e pele excedentes, não possibilitando um retorno à anatomia anterior.
37. É possível prevenir o aparecimento de estrias nas mamas com a utilização de cremes ?O aparecimento de estrias está também relacionado ao aumento da glândula mamária, além do fator constitucional de cada mulher. A estria ocorre porque rompem-se as fibras elásticas que são submetidas a um crescimento superior a sua capacidade, formando então aquelas linhas de coloração diferente. Não se conhece nenhum produto com eficácia comprovada na prevenção desta alteração, embora muitas mulheres garantam o contrário. É difícil saber se aquelas que julgam terem se beneficiado de algum produto, iriam apresentar estrias sem o seu uso. Do ponto de vista científico, não há recomendação para que se utilize cremes para prevenir o problema, porém deve-se respeitar o desejo manifesto da mulher em utiilizá-los.
38. O reaparecimento da menstruação indica a necessidade de interromper a amamentação?Não, a volta da menstruação apenas indica que o mecanismo anticoncepcional inerente à amamentação já não funciona mais e que é necessário que o casal procure um serviço médico para aprender a utilizar um método de planejamento familiar mais eficaz ao caso.
39. Como agir com a mulher que engravida ainda amamentando o filho pequeno? Interromper a amamentação?Não há necessidade: a grande maioria das mulheres que engravida ainda amamentando não tem nenhum tipo de problemas. No entanto é importante que saibamos que os hormônios que são liberados na mamada da criança e que produzem o leite (ocitocina) também atuam contraindo o útero. Se houver uma história familiar ou pessoal de abortos ou de partos prematuros, isso deve ser levado em conta, e, se necessário, suspender a amamentação.
40. Durante a amamentação há risco de uma nova gestação ?Este risco existe principalmente se a amamentação não é exclusiva, ou seja, se a criança estiver recebendo outros alimentos. Para se ter uma boa proteção contra nova gestação, ao redor de 98%, é necessário que a mãe esteja amamentando plenamente, sem oferta de complementos, que esteja nos seis primeiros meses após o parto e esteja sem menstruar. Não deve-se confundir menstruação com o sangramento que pode ocorrer até um mês após o parto. Portanto, se estes três requisitos: aleitamento exclusivo, nos seis primeiros meses e estando sem menstruar estiverem presentes, existe uma proteção bastante eficaz.
41. Durante a amamentação a mulher pode usar pílula anticoncepcional?Se a mãe deseja o aleitamento exclusivo e prolongado, não deve usar as pílulas anticoncepcionais convencionais, já que estas possuem uma substância (estrogênio) que pode interferir na produção do leite. Para estas mulheres recomenda-se o uso de pílulas que contenham somente a progesterona (mini-pílulas), que não interferem com a amamentação e neste período, tem eficácia similar às outras. Ao solicitar um anticoncepcional deve a mãe informar ao seu médico, do seu desejo de amamentar.
42. Mulheres que se submeteram a cirurgia plástica para diminuição das mamas podem amamentar ?Vai depender da técnica cirúrgica que foi utilizada. Quando não se interferiu com a área central da mama, onde os ductos lactíferos periféricos convergem para o seio lactífero, que é um grande depósito de leite localizado atrás da aréola, esta prática transcorrerá sem problemas. Do contrário, poderá ocorrer alguma dificuldade, que só será observada no início da amamentação. Nossos cirurgiões, conscientes do valor da amamentação, tem feito planos cirúrgicos que não a comprometam mais tarde. Não se justifica a desistência do aleitamento antes da observação do problema e de várias tentativas para solucioná-lo.
43. E quanto a colocação da prótese de silicone ?Também aqui, a técnica de colocação será importante para preservar a amamentação. Com esta finalidade, a abertura da mama para introdução da prótese deve ser feita na periferia do órgão, próximo à axila ou na parte inferior da mama. A abertura na área central pode lesar a região próxima da aréola e do mamilo. A localização correta da prótese é abaixo da musculatura peitoral ou abaixo da glândula mamária, o que mantém inalterada a anatomia da glândula relacionada com amamentação.
44. Há perigo do silicone implantado nas mamas ser absorvido e passar ao leite?Não há evidências se o silicone seja tóxico para o bebê ou para sua mãe. Parece pouco provável, pois o silicone é encontrado em concentrações mais elevadas no leite de vaca e alguns leites industrializados do que no leite humano de mulheres que fizeram implante.
45. Por falta de orientação meus mamilos racharam quando amamentei meu filho. Usava banho de sol e secador de cabelo ou banho de luz, quando chovia. Consegui curá-los mas com muita dificuldade e, principalmente, quando comecei a deixar os mamilo lambusados de leite, por orientação de uma tia mais velha. O que eu fiz de errado?Nada, tudo foi correto e você está de parabéns. Sabemos que manter os mamilos secos ( sol, luz ou secador de cabelos) é muito bom para a prevenção das rachaduras (fissuras). No entanto, secá-los muito pode até favorecer a piora se eles já estiverem rachados. Nesses casos, a rachadura se recupera mais rápido mantendo-a úmida, com o próprio leite (como você fez), o que prevenirá a perda de umidade das camadas mais profundas da pele.
46. Qual a melhor forma de tratar o ingurgitamento mamário ?O ingurgitamento é o acúmulo de leite nas mamas, que pode ocorrer ou por aumento na produção ou por dificuldade no esvaziamento. Deve-se observar se a postura, posição e pega do bebê estão corretos, para garantir uma sucção eficaz. Se necessário, corrigi-las. Reforçar para a gestante a necessidade de amamentar sob livre demanda. Na fase aguda a mãe deve repousar, esvaziar as mamas através de massagens e ordenha manual e, se necessário, utilizar compressas frias nos intervalos das mamadas. Pode ser necessário o uso de analgésicos. Ao contrário do que as vezes acontece, em função da dor, a mamada não deve ser interrompida e sim incrementada ou substituída por uma eficaz ordenha: quem deve descansar é a mãe, não a mama.
47. Amamentei meu filho até o término da licença maternidade e agora, quando estou no trabalho, e penso nele, meu leite fica pingando, o que além de ser incômodo" deixa minhas roupas "manchadas". Existe algum remédio para isso?O melhor remédio é o tempo. Esse gotejamento de leite ocorre em algumas mulheres e determinadas ocasiões: quando lembram-se de seus filhos, quando ficam com as mamas cheias, quando mantém relações sexuais e outras. Isso costuma desaparecer com o tempo. Enquanto isso, quando sentir que "está alfinetando e vai gotejar" faça uma pressão com a região palmar de suas mãos ( ou pince os mamilos com o dedo indicador e polegar) durante alguns segundos. Quanto à roupa "manchada" procure usar blusas estampadas que "disfarcem" o derrame de leite. Evite o uso de protetores, ou use-os apenas excepcionalmente.
48. Estou amamentando meu segundo filho e, a exemplo do que aconteceu com o primeiro, fico com um caroço na axila, que aumentou de tamanho e ficou dolorido durante todo o período da amamentação, desaparecendo depois. O que pode vir a ser isso?Procure um especialista pois pode ser um "ducto bloqueado". No entanto pela história de repetição no segundo filho, isso pode ser a exteriorização de uma mama extranumerária, que é a localização de uma mama fora da posição anatômica que é a face anterior do tórax. Na grande maioria das vezes a mama é rudimentar sem orifícios de saída. No entanto, às vezes, ela é completa, embora de tamanho menor, produz e deixa vazar leite. O tratamento nessa fase é inibir a lactação com frio local e o uso de analgésicos. Essa patologia é evitada pelo exame rotineiro do tórax das meninas ao entrarem na puberdade, quando, se diagnosticadas mamas supranumerárias, deve-se optar pela cirurgia.
49. O uso de pomadas e cremes está indicado quando ocorre dor ou rachadura nos mamilos ?A principal causa de dor e rachaduras ou fissuras nos mamilos é a posição incorreta da boca do bebê ao sugar, conhecida como pega. A exposição das mamas ao ar e/ou ao sol também previnem tais inconvenientes. Portanto, a melhor forma de prevenção destes problemas é o aprendizado correto por parte da mãe, no pré-natal. Uma vez ocorrido o problema algumas medidas devem ser tomadas e serão bastante eficazes. A primeira delas é observar se a pega está correta e corrigi-la, se for o caso. Deve-se utilizar o próprio leite, no final da mamada, para hidratar e lubrificar a pele do mamilo, assim como deixá-los expostos ao ar e se possível também ao sol. Todas estas medidas, se iniciadas precocemente, tornarão desnecessárias o emprego de medicamentos tópicos.
50. E quanto ao uso de casca de banana ou de mamão com a finalidade de cicatrizar feridas nos mamilos ?Como dito anteriormente, deve-se priorizar a prevenção do aparecimento das lesões, quer pelos cuidados com as mamas, quer pela observação do bebê. Para tratamento das feridas, o leite materno, o ar e o sol representam melhor opção.. Hoje em dia, não se recomenda o uso da casca de banana ou mamão para tratamento dos mamilos.
51. A mulher que é HIV positivo pode amamentar?Não, pois o vírus HIV pode ser transmitido pelo leite à criança. No Brasil, portaria do Ministério da Saúde proíbe a amamentação em tais mulheres. Atualmente existe um protocolo de administração de drogas antivirais, durante a gestação, trabalho de parto e ao recém-nascido, logo após o nascimento que reduzem muito a possibilidade de transmissão do vírus HIV durante a gestação e parto. Ainda assim, a conduta atual é contra-indicar o aleitamento materno nesses casos.
52. Como as mulheres que necessitam voltar precocemente ao trabalho ou escola podem continuar oferecendo seu leite ao filho ?Estas mulheres deverão ser orientadas para amamentar seus filhos sempre que estiverem em casa, além de ordenhar suas mamas para a coleta de leite que será estocado e utilizado quando a mesma estiver fora do lar. Deverão ser acondicionados em pequenas quantidades e em vários frascos de vidro, com boca larga, que foram previamente fervidos (mantê-los com a água em ebulição durante 20 minutos). Deve-se anotar as datas de coleta nos frascos e consumi-los pela ordem. Os frascos podem ficar à temperatura ambiente (por pouco tempo, mais ou menos 2 horas), em geladeira (tempo intermediário: 24 horas) ou freezer (tempo maior: 7 dias). Deve-se ter o cuidado de oferecer o leite ao bebê em copinhos ou na colher, evitando mamadeiras ou chucas que podem criar a chamada "confusão de bicos".
53. Em quais situações a Amamentação deve ser interrompida definitivamente?Em casos que possam representar risco de transmissão de doenças da mãe para o bebê, por exemplo, a mãe portadora do vírus da HIV. Também nos casos em que as mães precisam se submeter a tratamentos cujos medicamentos impossibilitem a amamentação, como ocorre nos casos de câncer em que se necessite de quimioterapia. Felizmente estes casos são raros. Muitas outras situações permitem uma interrupção temporária, com retorno da amamentação tão logo cesse o motivo que determinou tal interrupção.
54. Até que idade deve-se manter o Aleitamento Materno.Recomenda-se que o Aleitamento Materno Exclusivo seja praticado até o sexto mês. A partir daí, são introduzidos novos alimentos, sem a suspensão da mamada ao peito, que deve se estender até os dois anos de vida da criança. Este prazo final não pode ser visto com rigidez, já que muitas crianças o ultrapassam sem prejuízo de sua saúde ou de sua mãe. Lembrar que a criança maior que ainda vai ao peito, não o faz por necessidades nutricionais, e sim afetivas. De acordo com diversas teorias baseadas em informações de primatas não humanos, principalmente gorilas e chimpanzés (que tem 98% de sua carga genética idêntica a do homem), o período natural de amamentação para a espécie humana ficaria entre 2 e 7 anos. Estudos mostram que as crianças eram tradicionalmente amamentadas por 3 a 4 anos, deixando de fazê-lo, por conta própria nesse período, quando lhes era permitido mamar de acordo com sua própria vontade. Por conta disto é que, independente da época em que esta interrupção ocorra, ela deve ser a mais progressiva e atraumática possível.
55. Pode ocorrer anemia por no bebê alimentado com leite materno?Bebês amamentados exclusivamente ao seio materno não desenvolvem anemia ferropriva pois apesar de não ser rico em ferro, o leite materno apresenta magnífica biodisponibilidade deste elemento, que é o principal componente da hemoglobina – pigmento vermelho que dá cor ao sangue e é responsável pelo transporte do oxigênio para os tecidos.Tanto o leite de vaca quanto o leite humano concentram relativamente pouco ferro, porém 49% do ferro contido no leite materno é absorvido pelo organismo enquanto apenas 10% é aproveitado quando se utiliza leite de vaca e fórmulas. Sendo assim, não se justifica complementar o aleitamento materno com medicamentos a base de ferro sob pena de facilitar infecções por bactérias que se utilizam desse ferro excedente para se multiplicarem no organismo do bebê.
56. O leite materno também previne o raquitismo?Sim, o leite materno contém relativamente pouca Vitamina D, mas em virtude da boa proporção de cálcio e fósforo e da excelente absorção do cálcio, essenciais para o bom crescimento dos ossos, não há necessidade de suplementação com polivitamínicos ricos em Vitamina D, pelo menos enquanto o bebê se alimenta exclusivamente de leite materno.Bastam 30 minutos de exposição ao sol por semana para que a pele do bebê se transforme na principal fonte de Vitamina D para o organismo. Recomenda-se banho de sol no início de cada manhã expondo braços e pernas para garantir ao bebê ossos fortes e saudáveis, fundamentais para o crescimento adequado.
57. Como amamentar gêmeos? Mães de gêmeos tem leite suficiente para os dois. Contudo elas precisam de ajuda e apoio para cuidar da dupla. É necessário muito estímulo e suporte familiar para que ela se torne segura em sua capacidade de alimentar duas crianças de uma vez, sendo fundamental que receba orientações adequadas para obter êxito na tarefa. Nos primeiros dias é recomendável amamentar ambos ao mesmo tempo, visando estimular a lactação e a “descida do leite”. Sugerimos quatro alternativas para acomodar os bebês simultaneamente: • Bebês cruzados, com as pernas voltadas para a linha média do ventre materno.• Posição invertida, com as pernas voltadas para trás do corpo da mãe e cabeças apoiadas sobre travesseiros ( como se a mãe estivesse carregando bolas de futebol americano). • Bebês olhando para a mesma direção, com as pernas voltadas para o mesmo lado ( direito ou esquerdo).• Mãe deitada, com os bebês paralelos ao corpo da mãe.Na segunda semana, a mãe poderá amamentar o bebê que acorda primeiro, deixando para acordar e amamentar o segundo quando o primeiro tiver terminado. Nesse caso ela oferece um peito para cada um, alternando na mamada seguinte.Caso um dos gêmeos seja mais fraco, este deverá ser estimulado a sugar com mais freqüência, podendo receber complemento com leite materno ordenhado ofertado por copinho, xícara ou colherzinha.
58. Ouvi dizer que a preferência do bebê por um lado do peito, não gostando de ficar mamando no outro lado, pode ser decorrente do jeito que ele estava dentro do útero. Isto é verdade ?Não existem verdades absolutas numa relação interpessoal íntima e a amamentação é o protótipo dela. Realmente, a compressão fetal do final da gestação, que pode até levar a pés e pernas tortas, pode favorecer determinadas atitudes que fazem o agora recém-nascido “preferir” um lado mais que o outro, do peito. Isto é transitório e existem algumas manobras para sua resolução.
59. Quais as diferenças entre o leite materno, o leite de vaca, e o leite em pó industrializado?Resumidamente, sabe-se que o leite materno é específico para o seu bebê, adequado para a idade do mesmo, respeitando as necessidades do ser humano, enquanto que o leite de vaca é produzido para fazer face à sua cria, o bezerro. Mesmo o leite de vaca, em pó, modificado quimicamente, não consegue se assemelhar ao materno. Há uma citação antiga, de Friedberg, que diz que "na arte de bem alimentar um lactente, mais vale um bom par de mamas, do que os hemisférios cerebrais do mais douto professor". Por isso, a "Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças da Primeira Infância" determina seja vedado o uso do nome "leite maternizado", pois nada , sequer, se assemelha ao leite materno.
60. Existe alguma técnica especial para a mulher que foi cesareada amamentar?A primeira delas é anterior à amamentação, dando-se preferência à anestesia peridural, com participação maior da mulher. Além disso, deixar essa mulher o menor tempo necessário com dificuldade de mobilizar-se no leito, fazendo a pega de veia nas pernas e não nos braços, como costuma ser rotineiro. Não esquecer-se de que a cesareada precisa de apoio do profissional de saúde e de seu companheiro e de seus familiares. Com isso, garante-se a mamada precoce, ainda na sala de recuperação obstétrica. Outras práticas importantes são: uso de travesseiro em cima da sutura cirúrgica para diminuir a pressão do corpo do bebê aí colocado para mamar. Colocação de travesseiros nas costas para aumentar o conforto físico. Colocação de travesseiros também atrás dos joelhos, para dificultar o retesamento das pernas e a dor na ferida operatória. Outras práticas: amamentar de lado, com a criança entre seu braço e seu tórax ou amamentar em posição invertida (posição de jogador de futebol americano). Enfim, querendo, podemos e devemos atenuar o ato cirúrgico como um impecilho à amamentação precoce, frequente e diuturna. A participação do companheiro ou do familiar escolhido pela mulher, mais do que nunca é desejada e extremamente benéfica para o início da amamentação da mulher cesareada.
61. Qual a melhor época para iniciar novos alimentos para o bebê?Não há um momento exato e pré-determinado par a introdução de outros alimentos. As crianças são diferentes; as mães também são diferentes umas das outras. A média de idade em que a criança precisa receber outros alimentos é de aproximadamente 6 meses, sempre lembrando que ela deve continuar mamando no peito no peito até mais ou menos 2 anos.
62. Meu filho tem 11 meses e só quer meu peito: não aceita outro tipo de alimento. O que pode ter acontecido?A recusa do bebê aos novos alimentos, que devem ser oferecidos a partir do 6o mês, é comum e a aceitação só se dá após algumas tentativas. Se a criança não começar a receber outros alimentos na época certa, talvez depois seja mais difícil ensinar-lhe a ingerir alimentos sólidos e de paladar diferente. A época correta é o 6o mês porque, entre outras coisas, entre os 5 e 9 meses a maioria dos bebês tem muita fome: querem comer mais e experimentam, com prazer, novos alimentos. Em torno do 10o mês, no entanto, ficam enjoados e não colaboram tanto. É provável que isso tenha acontecido com seu filho. Não se lastime, pois faltou a você orientações por parte dos profissionais que lhe assistiam. Parabéns por ter amamentado seu filho.
63. Pode-se usar o forno de microondas para descongelar o leite materno?Não. O processo de descongelação através o microondas altera as características bioquímicas do leite, favorece o crescimento bacteriano e aumenta o risco de queimaduras da boca do bebê, pois o aquecimento é feito de maneira não homogênea, deixando áreas mais frias que podem ser as utilizadas no teste de ver "se a temperatura está boa". Nos Bancos de Leite, há tabelas que correlacionam entre outras coisas, o volume do leite, a têmpera do vidro onde está armazenado e aí, feito por especialistas no assunto, ele poderá ser descongelado através o microondas.
64. Quais são as chances de sucesso da lactação adotiva?A lactação adotiva, que é a amamentação realizada por uma mãe não biológica, é uma prática de saúde; logo, não é uma prática de ciências exata e fica difícil estabelecer números. Além disso, não devemos criar muitas expectativas numa mulher que queira amamentar uma criança adotada ( o que já é mais do que suficiente para mais que respeitá-la, distinguí-la com nossa total atenção) o que poderá gerar ansiedade, é um mecanismo de inibição da amamentação. O sucesso vai depender de uma série de fatores, de diversas esferas, entre eles da experiência prévia da mãe em amamentar, do seu estado psíquico, do apoio de seu companheiro e de seus familiares, da nossa experiência com o assunto e da capacidade de sugar e interagir do bebê adotado.Talvez possa aqui dizer que em mães com história prévia de amamentação, em torno do 7o dia começa a haver produção de leite enquanto o bebê mama no suplementador ou no leite derramado no peito da mãe adotante. Se essa experiência não existe, a média de aparecimento da lactação é um pouco maior, em torno de 14 dias. É bom lembrar da necessidade de suprir as necessidades nutricionais dessa mãe que, não tendo engravidado, não tem as reservas calóricas necessárias à produção de leite. O uso de medicamentos indutores da lactação, como a metoclopramida e o sulpiride deve ser discutido com a equipe de saúde que atende à essa senhora, pois podem ser desnecessários, e até potencialmente perigosos. Vale aqui lembrar que , como dizem os psicanalistas, "o melhor medicamento é a palavra do médico".